Removeste um sentimento oculto
Que já estava arquivado
Na estante da resignação
Desviaste o meu sereno percurso,
A tua doce presença
Fez-me perder a razão
Às vezes acho que seja miragem
Surpreendo-me com a realidade
Por mais que eu tente fugir
Só encontro aberta a porta do teu coração
E me hospedo como um posseiro em tua vida.
Você foi o capítulo mais importante
De toda minha história
As páginas do livro da minha vida
Margeaste com meiguice e carinho
A parte mais colorida do livro
Foi ilustrada com ternura e afeto
E molhaste aquela frase
Com lágrimas de tua emoção.
(Paulo Henrique)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Além de tudo
As energias se multiplicam
e me levam a algum lugar
sem ter rumo e nem pressa, me ponho a pensar...
além de tudo, além da vida, na mocidade, na fase adulta, na velhice.... quem sabe!
Caminho à beira-mar
procuro situar meu pensamento naquela silhueta, mas de repente... tudo desaparece da minha frente.
Um vento forte parece avisar-me que algo aconteceu
continuo meu caminhar,
estou sem pressa,
o sol quente queima a minha pele, a água do mar banha meu corpo, a sensatez me contagia.
Vou caminhar... e continuar caminhando
em busca da paz e da alegria
Além de tudo... além da vida....além do mar.
Autor: Paulo Henrique (22.08.2010)
Penso em Você...
Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar carinho, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.
Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, decontinuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.
Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.
(Paulo Henrique)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Quando chegar o fim - Por Nilson Mesquita
Idas e vindas,
luta todo o dia,
o final cotidiano,
o ideal que se esvai.
Porque tanta determinação?
para que suar em demasia?
vejo o homem esgotado,
vi quando ele caiu,
levantou torturado,
frustrado,
sem expressão.
Não reclama,
não agride,
espera, carente,
vive do coração,
mas a razão o consome,
não sabe calcular.
Somente se manifesta,
e quer ser visto,
ser notado,
dizer quem é,
falar que pensa mudar.
Muitos lhe dão ouvidos,
sabem da sua angústia,
mas a agonia não cessa.
Anos e anos torturado,
uma busca incessante,
empurrado pela utopia,
quer mesmo jogar a toalha,
mas essa força lhe empurra,
sedento,
em frangalhos,
se arrastando como serpente.
Não entende que não lhe entendem,
tão claro que é,
é ávido,
se vê no anfiteatro,
a luz sobre si,
os olhos e mentes extasiados,
os braços abertos,
a felicidade de se pôr,
as idéias devoradas, a intimidade invadida.
É o céu ou é o sonho?
não sabe mais,
foi consumido pelo espetáculo,
confundiu-se com o personagem.
Será o fim?
o homem do lado lhe diz:
subiu apenas um degrau de uma longa e tenebrosa escada.
Se imaginou só todo o tempo,
escuridão,
solidão,
desilusão,
e agora de olhos abertos,
é que viu gente.
Simbiose,
sintonia,
admiração,
Ele já sabe,
quando chegar o fim...,
não, não, o fim não chegará,
agora é que vai começar!
Nilson Mesquita - Poeta e Escritor
luta todo o dia,
o final cotidiano,
o ideal que se esvai.
Porque tanta determinação?
para que suar em demasia?
vejo o homem esgotado,
vi quando ele caiu,
levantou torturado,
frustrado,
sem expressão.
Não reclama,
não agride,
espera, carente,
vive do coração,
mas a razão o consome,
não sabe calcular.
Somente se manifesta,
e quer ser visto,
ser notado,
dizer quem é,
falar que pensa mudar.
Muitos lhe dão ouvidos,
sabem da sua angústia,
mas a agonia não cessa.
Anos e anos torturado,
uma busca incessante,
empurrado pela utopia,
quer mesmo jogar a toalha,
mas essa força lhe empurra,
sedento,
em frangalhos,
se arrastando como serpente.
Não entende que não lhe entendem,
tão claro que é,
é ávido,
se vê no anfiteatro,
a luz sobre si,
os olhos e mentes extasiados,
os braços abertos,
a felicidade de se pôr,
as idéias devoradas, a intimidade invadida.
É o céu ou é o sonho?
não sabe mais,
foi consumido pelo espetáculo,
confundiu-se com o personagem.
Será o fim?
o homem do lado lhe diz:
subiu apenas um degrau de uma longa e tenebrosa escada.
Se imaginou só todo o tempo,
escuridão,
solidão,
desilusão,
e agora de olhos abertos,
é que viu gente.
Simbiose,
sintonia,
admiração,
Ele já sabe,
quando chegar o fim...,
não, não, o fim não chegará,
agora é que vai começar!
Nilson Mesquita - Poeta e Escritor
sábado, 26 de março de 2011
Pensamento em Acróstico
Sensatez envolvente e persistente
Enquadramento em redoma reluzente
Natureza que enobrece e solidifica
Simular não condiz com a realidade
Inevitável forma de ecoar
Brado não significa grito
Irritação provoca aborrecimento
Liberdade ainda que tardia
Incrédulo aquele que renega a Deus
Discutir não é bater boca
Amanhã, quem sabe, poderemos ter unidade fraterna
Discreto é aquele que não expõe sua sensibilidade
Explica-se: Ser sensível é ser coerente.
A sensibilidade atrai o mentor de cada frase e isso provoca reações imediatas. Por essa razão, usar o ato sensível é ter certeza de que meditar, coincide com a reflexão. (Paulo Henrique)
Medo???
Quanto mais o tempo passa, menos conheço o ser humano.
E a certeza que ficará ainda pior daqui alguns anos ainda me assusta.
Quando acho que não posso mais me surpreender.
Eis que surge uma novidade. Um fato. Um detalhe.
O que mais você tem medo???
Eu tinha medo de coisa de outro mundo, mas hoje eu tenho medo de gente.
Gente que sorri de um jeito e pensa de outro.
Gente que te olha nos olhos docemente e dá grandes gargalhadas por dentro.
Gente que fala uma coisa e faz outra.
Gente que veste uma máscara de bondade e sorrateiramente leva seus dias de paz embora.
Tenho muito medo disso.
E mais medo ainda de saber que um dia alguém assim esteve perto.
Medo de gente faz a gente se conhecer melhor.
Faz a gente não importar mais com as palavras que a pessoa diz.
Mas ficar esperando o que ela faz.
E por mais que não saibamos o que ela faz. Um dia as histórias aparecem.
E aí que vamos descobrindo os detalhes que a compõem.
As doces mentiras.
Que de tão doces, quase são verdades.
E a gente está tão obcecada, que qualquer sorriso bem dado nos comove.
Por isso continuo fincada com os pés no chão.
Já que pretendo passar por muito tempo por aqui, o melhor é me acostumar com elas.
Medo de gente....
Quem diria que um dia eu ia ter...
Devem ser os ares desses novos tempos, fazer o quê?!!
(Paulo Henrique)
quinta-feira, 24 de março de 2011
Feliz em te conhecer...
Na vida damos muitas voltas...
E, durante esses giros encontramos muitas pessoas que
nos marcam e que nos deixam alguma coisa especial.
Com você foi assim...
A gente se conheceu de repente naquele jeito que
somente a vida nos prepara e gostei da sua forma
de falar, de agir, de me tratar,
você já está sendo especial em minha vida.
Já ganhou um espaço íntimo em meu coração
espero que você também tenha tido
a mesma impressão de mim.
Pois estou alegre por ter conhecido uma pessoa
tão legal como você, tão diferente, tão agradável...
É não sei não...
Mas gostei de você e quero te falar
que eu estou feliz por ter conhecido você!
(Paulo Henrique)
E, durante esses giros encontramos muitas pessoas que
nos marcam e que nos deixam alguma coisa especial.
Com você foi assim...
A gente se conheceu de repente naquele jeito que
somente a vida nos prepara e gostei da sua forma
de falar, de agir, de me tratar,
você já está sendo especial em minha vida.
Já ganhou um espaço íntimo em meu coração
espero que você também tenha tido
a mesma impressão de mim.
Pois estou alegre por ter conhecido uma pessoa
tão legal como você, tão diferente, tão agradável...
É não sei não...
Mas gostei de você e quero te falar
que eu estou feliz por ter conhecido você!
(Paulo Henrique)
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